O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro contou com uma presença pouco convencional no Sambódromo: o pastor Zé Barbosa Jr., conhecido por sua militância no PT.
Enquanto muitos fiéis aproveitam o feriado de Carnaval para se isolarem em acampamentos e retiros espirituais, o religioso optou por levar sua fé diretamente para a passarela do samba.
Fé entre os tamborins
Barbosa Jr. não apenas assistiu aos desfiles, mas fez questão de realizar orações no local.
Para o pastor, o Carnaval não deve ser visto como um território proibido para os cristãos, mas sim como um espaço de convivência e manifestação cultural onde a espiritualidade também pode estar presente.
A crítica aos retiros fechados
Em suas redes sociais e declarações, o pastor manifestou um descontentamento com a tradição evangélica de "fugir" da cidade durante a folia. Entre os pontos principais de sua argumentação, destacam-se:
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Ocupação de espaços: Ele defende que os cristãos deveriam ocupar todos os setores da sociedade, inclusive as festas populares.
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Crítica ao "gueto": Para Barbosa, o hábito de se fechar em retiros cria um distanciamento entre a igreja e a realidade do povo brasileiro.
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Lamentação: O pastor classificou como uma "pena" o fato de tantos religiosos escolherem o isolamento em vez de interagirem com a cultura nacional no Sambódromo.
Contexto e Repercussão
A postura do pastor Zé Barbosa Jr. reflete uma ala progressista do cristianismo que busca dialogar com movimentos sociais e culturais, rompendo com o conservadorismo que tradicionalmente condena o Carnaval.
Embora sua presença na Sapucaí tenha gerado debates entre internautas, ele mantém o posicionamento de que a mensagem cristã deve ser levada para onde o povo está.